top of page
Buscar

Atraso de entrega de Imóvel na Planta: A Construtora Pode Condicionar a Obra ao Financiamento? Guia 2026.

  • Foto do escritor: Lucas Coldebella
    Lucas Coldebella
  • há 7 dias
  • 3 min de leitura


Comprar um imóvel na planta é, para muitos, a realização de um grande projeto de vida. No entanto, a ansiedade de ver o sonho tomando forma muitas vezes esbarra em um canteiro de obras vazio meses – ou até anos – após a assinatura do contrato.


Uma das justificativas mais comuns utilizadas pelas construtoras para esse atraso é a famosa cláusula de "Demanda Mínima" ou "Demanda Inicial". Nela, a empresa afirma que o prazo para a construção só começa a contar após a assinatura do financiamento do comprador com o banco.


Mas será que essa prática é legal? O consumidor deve arcar com a espera indefinida? A resposta da Justiça brasileira é um sonoro não.


O que é a cláusula de "Demanda Mínima" e por que ela é abusiva?


Muitos contratos de promessa de compra e venda escondem armadilhas. A cláusula que atrela o início das obras à aprovação e repasse do financiamento bancário (frequentemente associada a programas habitacionais do Governo Federal) transfere o risco do negócio para o consumidor.


Basicamente, a construtora diz: "Só vou começar a construir quando tiver garantido o dinheiro do seu financiamento".


Ocorre que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) proíbe cláusulas que coloquem o comprador em desvantagem exagerada. O Superior Tribunal de Justiça (STJ), através do julgamento do Tema 996, já bateu o martelo sobre essa questão: é ilegal condicionar o prazo de entrega do imóvel a eventos futuros e incertos. O contrato deve prever uma data certa e clara para a entrega das chaves.


A obra não começou. Quais são os meus direitos?


Se a construtora não cumpriu o prazo ou se esconde atrás de cláusulas abusivas para não iniciar a obra, o distrato imobiliário (rescisão do contrato) ocorre por culpa exclusiva da construtora.


Nesse cenário, a lei e a jurisprudência garantem dois direitos fundamentais ao comprador lesado:


1. Restituição de 100% dos valores pagos


Não aceite a retenção de 30%, 40% ou 50% do seu dinheiro. A Súmula 543 do STJ determina que, quando a culpa pelo atraso ou quebra do contrato é da empresa, o consumidor tem o direito de receber de volta tudo o que pagou de forma integral. Isso inclui o sinal, as parcelas mensais, as despesas com documentação e até mesmo a taxa de corretagem. O pagamento deve ser feito à vista, em parcela única.


2. Inversão da Cláusula Penal (A Multa a Seu Favor)

Muitos contratos estipulam multas altíssimas caso o consumidor desista do negócio. O STJ (Tema 971) determinou que o jogo deve ser justo: se o contrato prevê uma multa pesada para o comprador inadimplente, essa mesma multa deve ser aplicada contra a construtora que atrasou a obra. Se a empresa previu reter 50% dos seus valores em caso de desistência, ela deverá pagar a você o equivalente a 50% como penalidade pelo atraso.


O que fazer se você estiver nessa situação?


O primeiro passo é não ceder à pressão de acordos desvantajosos oferecidos administrativamente pelas construtoras. O distrato motivado por atraso exige uma análise técnica minuciosa do instrumento particular de compra e venda.


O ideal é buscar assessoria jurídica especializada em Direito Imobiliário para notificar a empresa extrajudicialmente e, caso não haja devolução integral e imediata, ingressar com a medida judicial cabível para o resgate do patrimônio e cobrança das multas devidas.


Seu contrato tem cláusulas suspeitas ou sua obra está parada? Uma análise detalhada pode identificar as ilegalidades do seu contrato e garantir o retorno integral do seu investimento. Nossa equipe está pronta para realizar a triagem do seu caso.


 
 
 

Comentários


Símbolo-Coldebella-&-Viana-(Branco).png
Logo Coldebella & Viana_edited.png

Av. Natalino João Brescansin, 3044 Alphaville, Sorriso - MT, 78891-070

(66) 99669-9056

Horário de Atendimento
Seg a Sex. 7h às 11h e 13h às 17h

Confira nossas redes sociais:

  • Instagram
  • TikTok

© 2026 by Coldebella e Viana Advogados. Powered and secured by Wix

 

bottom of page